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Síndrome Facetária Lombar: o que é e como tratar | Por: Dr. Paulo Gómez

 Síndrome Facetária Lombar: o que é e como tratar | Por: Dr. Paulo Gómez

Dados populacionais demonstram que cerca de 60% a 80% das pessoas relatam esse incômodo em algum momento da vida. Pelo fato de a dor lombar manifestar-se sob várias condições, precisar sua exata etiologia torna-se difícil. Sua causa pode estar associada a acometimentos degenerativos ou traumáticos no disco intervertebral ou no corpo vertebral, elevada sobrecarga nas atividades laborais, movimentação excessiva dos mecanismos flexor e rotador da coluna, fatores psicológicos, inatividade física, flexibilidade e força reduzidas, obesidade e fumo. Para saber mais, acesso nosso site e veja o conteúdo exclusivo sobre este assunto.

Uma das principais causas de dor lombar é o acometimento, inflamatório e/ou degenerativo, das facetas articulares. Essas estruturas são as articulações que existem entre as vértebras, permitindo assim, todos os movimentos da coluna vertebral. Assim como as demais articulações do corpo humano, as facetas articulares são formadas por estruturas, como cartilagem articular, membrana sinovial, líquido sinovial, ligamentos, entre outras. E, também, estão sujeitas a sofrer qualquer alteração de origem inflamatória, traumática e/ou degenerativa.

As alterações nas facetas articulares das vértebras lombares causam um conjunto de sintomas específicos que pode ser chamado de Síndrome Facetária Lombar (SFL). A SFL é caracterizada como uma dor lombar, na maioria das vezes na porção mais inferior dessa região, que piora com a extensão do tronco (inclinação do tronco para trás). Essa dor normalmente se manifesta como uma faixa na região lombar baixa e, ocasionalmente, pode irradiar para a região de glúteos e face posterior da coxa. Não cursa com sintomas como dormência, formigamento, queimação e perda de força nas pernas.

Além de um exame físico bem feito, a radiografia simples e, principalmente, a ressonância magnética da coluna lombar, podem fechar o diagnóstico da SFL. O tratamento é feito de forma conservadora na maioria das vezes, através da realização de fisioterapia específica, além do uso de medicações analgésicas, anti-inflamatórias e relaxantes musculares.

No caso de falha no tratamento conservador, existe a possibilidade de tratar essa síndrome dolorosa com a realização de bloqueios facetários e da rizotomia lombar por radiofrequência, que são procedimentos percutâneos (sem corte na pele), rápidos, seguros e com retorno rápido à rotina diária. Em médio e longo prazo, o que evita o reaparecimento dos sintomas é o reforço muscular, associado a um controle do peso corporal e educação postural. A melhor forma de saber se a dor lombar caracteriza uma SFL é procurando um médico ortopedista de sua confiança.